sábado, 10 de março de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
DEMOLIÇÃO DE CASARÃO EM LUZIÃNIA GO
DEMOLIÇÃO DE CASARÃO NO CENTRO DE LUZIÂNIA

(Casarão Colonial com telhas de barro, na Rua do Comercio em Luziânia Go. foto: José Álfio 2012)
Cidade sem memória, cidade sem história...
Mais um casarão histórico foi demolido no centro da cidade de Luziânia Go. A demolição aconteceu por volta das 8:00 h da manhã do dia 05 de Fevereiro, quando as pesadas maquinas promoveram os serviços da demolição. Já sem a parte do telhado, a foto mostra a terra vermelha do planalto central, em um grande lote completamente vago, pronto para os serviços da modernização. Sua presença na paisagem permanecerá por muito tempo na memória dos habitantes de Luziânia, principalmente aqueles que transitavam pela rua do comercio, próximo a Elétrica Tôco, na rua do Restaurante Lunar.
DEMOLIÇÃO DE CASARÃO NO CENTRO DE LUZIÂNIA
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
HOMENAGEM A GEORGE SEURAT
terça-feira, 22 de novembro de 2011
PALESTRA DE JOSÉ ÁLFIO NA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DO PLANALTO
D.J. DE Oliveira e a paisagem de Luziânia no Painel três Bicas
APRESENTAÇÃO
Desempenho esta tarefa como um verdadeiro desafio. Primeiro porque tenho consciência de que aqui entre meus confrades e amigos existem pessoas mais capacitadas e competentes para discorrer sobre este assunto de alta relevância à nossa cultura. E também, considerando a amplitude da obra de D.j Oliveira, tanto no que diz respeito às várias técnicas que o artista dominava, no campo do desenho, da gravura, da pintura, e do muralismo, bem como da evolução de suas diferentes fases artísticas. De forma que o D. J deixou um legado bastante amplo para a pesquisa estética aberta às possibilidades de uma interpretação interdisciplinar por outros campos do conhecimento que poderão lançar luzes na tentativa de traduzir a grandeza e profundidade da sua obra artística, principalmente no período em que viveu em Luziânia. Entretanto sua contribuição e legado não mereceram ainda o reconhecimento de grande parte dos pesquisadores e moradores de Luziânia. Especialmente na questão da ligação que o D.J conseguiu empreender, do meu ponto de vista, entre a arte e a cidade a partir do momento em que criou o Painel Três Bicas situando-o no campo da Arte Pública. Tentarei fazer aqui, um recorte temporal da obra do D. j, do seu pensamento estético e posicionamento enquanto cidadão, através da análise das imagens por ele criadas e estampadas no painel três bicas, cujas leituras podem nos fornecer uma base para estabelecer um paralelo com as transformações no espaço urbano, conseqüentemente na paisagem de Luziânia com claríssimos reflexos na história da arte e da cultura.
Resumo biográfico
Dirso José de Oliveira, o D. J nasceu na cidade de Bragança Paulista em 14 de Novembro de 1932. Filho do Sr. Honorato José de Oliveira e Dna Rosa Capózoli. Desde a infância foi afeiçoado ao campo das artes visuais. Com apenas dez anos de idade já ajudava a desenhar cartazes para cinema, em sua cidade. Em 1948, muda-se para São Paulo, e a partir de então se inicia um novo percurso no seu universo artístico. Visita assiduamente o atelier de amigos e freqüenta a Associação Paulista de Belas Artes juntamente com a Fundação Álvares Penteado, e o Grupo Santa Helena. Em 1956, atraído pelas novas perspectivas advindas com a construção de Brasília, muda-se para Goiânia, colaborando na formação de nomes expressivos das artes plásticas em Goiás, Ana Maria Pacheco, Siron Franco, Dra. Grace Freitas, Roosevelt de Oliveira, Amauri Menezes e muitos outros. Em 05 de novembro de 1957, D. J casou-se com Terezinha de Jesus Oliveira. A cerimônia de Casamento religioso ocorreu no Santuário Don Bosco em Goiânia e foi noticiado pelo jornalista Lourival Batista. Dentre os estimados padrinhos de casamento, vale ressaltar a participação dos Luzianienses, Dr. Joaquim Machado de Araújo E o Sr. Joaquim Domingos Roriz. Deste casamento tiveram três filhos: Ricardo José de Oliveira, Dilermando José de Oliveira e Valéria Oliveira. Em 1968 D.J. Transferi-se para a Europa, Em 1972, muda-se para Luziânia Go.
APRESENTAÇÃO
Desempenho esta tarefa como um verdadeiro desafio. Primeiro porque tenho consciência de que aqui entre meus confrades e amigos existem pessoas mais capacitadas e competentes para discorrer sobre este assunto de alta relevância à nossa cultura. E também, considerando a amplitude da obra de D.j Oliveira, tanto no que diz respeito às várias técnicas que o artista dominava, no campo do desenho, da gravura, da pintura, e do muralismo, bem como da evolução de suas diferentes fases artísticas. De forma que o D. J deixou um legado bastante amplo para a pesquisa estética aberta às possibilidades de uma interpretação interdisciplinar por outros campos do conhecimento que poderão lançar luzes na tentativa de traduzir a grandeza e profundidade da sua obra artística, principalmente no período em que viveu em Luziânia. Entretanto sua contribuição e legado não mereceram ainda o reconhecimento de grande parte dos pesquisadores e moradores de Luziânia. Especialmente na questão da ligação que o D.J conseguiu empreender, do meu ponto de vista, entre a arte e a cidade a partir do momento em que criou o Painel Três Bicas situando-o no campo da Arte Pública. Tentarei fazer aqui, um recorte temporal da obra do D. j, do seu pensamento estético e posicionamento enquanto cidadão, através da análise das imagens por ele criadas e estampadas no painel três bicas, cujas leituras podem nos fornecer uma base para estabelecer um paralelo com as transformações no espaço urbano, conseqüentemente na paisagem de Luziânia com claríssimos reflexos na história da arte e da cultura.
Resumo biográfico
Dirso José de Oliveira, o D. J nasceu na cidade de Bragança Paulista em 14 de Novembro de 1932. Filho do Sr. Honorato José de Oliveira e Dna Rosa Capózoli. Desde a infância foi afeiçoado ao campo das artes visuais. Com apenas dez anos de idade já ajudava a desenhar cartazes para cinema, em sua cidade. Em 1948, muda-se para São Paulo, e a partir de então se inicia um novo percurso no seu universo artístico. Visita assiduamente o atelier de amigos e freqüenta a Associação Paulista de Belas Artes juntamente com a Fundação Álvares Penteado, e o Grupo Santa Helena. Em 1956, atraído pelas novas perspectivas advindas com a construção de Brasília, muda-se para Goiânia, colaborando na formação de nomes expressivos das artes plásticas em Goiás, Ana Maria Pacheco, Siron Franco, Dra. Grace Freitas, Roosevelt de Oliveira, Amauri Menezes e muitos outros. Em 05 de novembro de 1957, D. J casou-se com Terezinha de Jesus Oliveira. A cerimônia de Casamento religioso ocorreu no Santuário Don Bosco em Goiânia e foi noticiado pelo jornalista Lourival Batista. Dentre os estimados padrinhos de casamento, vale ressaltar a participação dos Luzianienses, Dr. Joaquim Machado de Araújo E o Sr. Joaquim Domingos Roriz. Deste casamento tiveram três filhos: Ricardo José de Oliveira, Dilermando José de Oliveira e Valéria Oliveira. Em 1968 D.J. Transferi-se para a Europa, Em 1972, muda-se para Luziânia Go.
PALESTRA DE JOSÉ ÁLFIO NA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DO PLANALTO
O Painel três bicas
Título da obra, idealizada por D. j. Oliveira e instalada na Praça Raimundo de Araújo Melo, Centro de Luziânia, no ano de 1994, na gestão do prefeito Delfino Oclécio Machado. O projeto de criação e arte do Painel Três Bicas foi doado pelo pintor à população de Luziânia, com a intermediação da Academia de Letras e Artes do Planalto, cujo presidente na época era o Dr. José Dilermando Meireles. Trata-se de uma prodigiosa obra da arte pública e da engenharia moderna, que se apropriou dos meios artísticos e dos elementos arquiteturais, especialmente o concreto, a água e os azulejos, para sua composição. Os pilotis, as duas plataformas em concreto armado na forma de dois semicírculos em oposição separados por um espelho de água, onde se vêem refletidas, as imagens e as cores do painel, remetem-nos às estruturas arquiteturais utilizadas na construção de Brasília. No centro do espelho d’água, eleva-se um monobloco de base triangular, sustentada por pilotis em forma de arcos, mais tarde ali inserido, como projeto complementar, integrando ao conjunto dos painéis. O monobloco de três faces apresenta em cada face, figuras humanas eretas numa alusão às três raças formadoras da civilização que se desenvolveu em Luziânia. O painel foi executado na técnica da pintura em azulejos vitrificados, e o artista utilizou pigmentos minerais que, através de sucessivas queimas em forno elétrico, atinge a escala dos 1200 graus Celsius, para em seguida fixá-los na parede de concreto com argamassa. A obra apresenta-se com 35 metros de extensão, cada estrutura, sendo que, suas paredes de concreto, suporte das cerâmicas, elevam-se do piso à base, com 80 cm, e do piso ao topo, com 2,40 cm. Sustentada por 34 colunas inclinadas na forma de pilotis, cujas paredes que sustentam apresentam-se curvadas dentro de uma estrutura em forma de uma circunferência. A construção dos painéis seguiu um esboço da arquiteta Ana Maria Borges, posteriormente redesenhado por engenheiros da Prefeitura Municipal. Importante notar a semelhança entre o Painel Três Bicas e o Monumento ao Trabalhador, obra do artista Clovis Graciano, edificada na praça da antiga estação ferroviária em Goiânia, cuja estrutura apresenta semelhante formato, infelizmente, destruído durante o regime Militar. O painel Três Bicas, recebeu esse nome em função de uma nascente que serviu de fonte pública aos antigos moradores de Luziânia, e cujas águas jorram ainda no solo da cidade. As imagens do Painel posteriormente foram utilizadas num álbum de serigrafias denominado “Do bandeirante ao homem do planalto central”. O Painel Três Bicas foi objeto de estudo para dissertação do meu mestrado em Artes Visuais no Instituto de Artes da Universidade de Brasília.
Título da obra, idealizada por D. j. Oliveira e instalada na Praça Raimundo de Araújo Melo, Centro de Luziânia, no ano de 1994, na gestão do prefeito Delfino Oclécio Machado. O projeto de criação e arte do Painel Três Bicas foi doado pelo pintor à população de Luziânia, com a intermediação da Academia de Letras e Artes do Planalto, cujo presidente na época era o Dr. José Dilermando Meireles. Trata-se de uma prodigiosa obra da arte pública e da engenharia moderna, que se apropriou dos meios artísticos e dos elementos arquiteturais, especialmente o concreto, a água e os azulejos, para sua composição. Os pilotis, as duas plataformas em concreto armado na forma de dois semicírculos em oposição separados por um espelho de água, onde se vêem refletidas, as imagens e as cores do painel, remetem-nos às estruturas arquiteturais utilizadas na construção de Brasília. No centro do espelho d’água, eleva-se um monobloco de base triangular, sustentada por pilotis em forma de arcos, mais tarde ali inserido, como projeto complementar, integrando ao conjunto dos painéis. O monobloco de três faces apresenta em cada face, figuras humanas eretas numa alusão às três raças formadoras da civilização que se desenvolveu em Luziânia. O painel foi executado na técnica da pintura em azulejos vitrificados, e o artista utilizou pigmentos minerais que, através de sucessivas queimas em forno elétrico, atinge a escala dos 1200 graus Celsius, para em seguida fixá-los na parede de concreto com argamassa. A obra apresenta-se com 35 metros de extensão, cada estrutura, sendo que, suas paredes de concreto, suporte das cerâmicas, elevam-se do piso à base, com 80 cm, e do piso ao topo, com 2,40 cm. Sustentada por 34 colunas inclinadas na forma de pilotis, cujas paredes que sustentam apresentam-se curvadas dentro de uma estrutura em forma de uma circunferência. A construção dos painéis seguiu um esboço da arquiteta Ana Maria Borges, posteriormente redesenhado por engenheiros da Prefeitura Municipal. Importante notar a semelhança entre o Painel Três Bicas e o Monumento ao Trabalhador, obra do artista Clovis Graciano, edificada na praça da antiga estação ferroviária em Goiânia, cuja estrutura apresenta semelhante formato, infelizmente, destruído durante o regime Militar. O painel Três Bicas, recebeu esse nome em função de uma nascente que serviu de fonte pública aos antigos moradores de Luziânia, e cujas águas jorram ainda no solo da cidade. As imagens do Painel posteriormente foram utilizadas num álbum de serigrafias denominado “Do bandeirante ao homem do planalto central”. O Painel Três Bicas foi objeto de estudo para dissertação do meu mestrado em Artes Visuais no Instituto de Artes da Universidade de Brasília.
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