sexta-feira, 16 de abril de 2010

MEMORIA SOCIAL

ACADÊMICO DE LUZIÂNIA SOLICITA SERVIÇO DE OBITUÁRIO


Antonio João dos Reis, ocupante da cadeira nº 25, da Academia de Letras e Artes do Planalto. Patrono August Saint-Hilaire. (Foto: José Álfio)

Documento apresentado em 31 de maio de 2006, na reunião da Academia. (transcrito por: José Álfio).
Sr. Presidente, Confrades, Confreiras e demais presentes.
Primeiramente, agradecer pela homenagem prestadas diante do falecimento de nossa irmã Maria madalena, e a todos que nos confortaram e nos visitaram.
OBTUÁRIO: Um apelo às autoridades, à Academia de Letras e Artes do Planalto.
Como acadêmico explico o motivo, a falta que faz uma comunicação.
No meu tempo como coroinha do saudoso Padre Bernardo, eu batia os sinos dando aviso do falecimento de alguém.
No tempo do saudoso padre Dario, havia o serviço de alto falante, também com música característica, o aviso de falecimento que as pessoas sabiam.
Tendo a Prefeitura um serviço de comunicação social, tendo a prefeitura uma administração no cemitério, bem que poderia colocar um serviço de ALTO FALANTE, localizado junto à praça da prefeitura, para anunciar o falecimento de hora em hora. Com isso, todos que passarem pelo local, ficariam sabendo do nome e horário de sepultamento.
Este aviso de hora em hora, não provocaria poluição sonora, pois tem muitas motos com som rodando pela cidade.
A prefeitura prestaria assim um grande serviço a nossa população.
LEMBRE-SE SÓ QUEM JÁ PASSOU, SABE AVALIAR A FALTA QUE FAZ.
Nessa oportunidade queremos apresentar os sinceros sentimentos às famílias de Dona FLORACY Meireles e do Sr. Clarimundo Curado, falecidos no mês de Maio de 2006, junto a eles, outros que nos deixaram, cujo os nomes não tivemos conhecimento.
Que Deus dê a paz e o descanso eterno.
Que seja constado em ata.

Cordialmente.

Antônio João dos Reis

quarta-feira, 14 de abril de 2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

OBJETOS HISTÓRICOS

ENGENHO ANTIGO
Engenho de madeira, cobertura de telhas, instalado no quintal da Casa da Cultura, Luziânia Go.(Foto:José Álfio, 2010)

Durante muitos anos eles funcionaram, geraram riqueza e continua presentes no meio de nós, seu valor, a sua história nos leva a viajar no tempo, no tempo em que eram principais fontes de riqueza da cidade. No ano de 1818, o Dr. Johann Emanuel Pohl visitou a propriedade de um rico fazendeiro chamado capitão Paschoal da Rocha Clemente, dono do engenho de São Sebastião em Santa Luzia, hoje Luziânia, ele nos conta que o fazendeiro no ano de 1810 pagou 35/8 de ouro, o equivalente a 126 gramas de impostos, da produção do seu engenho. (Paulo Bertran, História da Terra e do Homem no Planalto Central, pag.188)
Os engenhos, ou moendas eram fabricados a mão, usava-se ferramentas como, por exemplo: o machado, o serrote, arco de pua (uma espécie de furadeira manual), o formão, entre outras ferramentas. As madeiras para a fabricação do engenho denominavam-se: Angico, Bálsamo, jatobá e Braúna. Hoje, essas madeiras são raras e muito difíceis de encontrar, algumas não existem mais, pois foram extintas. Os engenhos, antigamente, levavam de 2 a 3 meses para ficarem prontos, hoje, com a tecnologia e o avanço das maquinas, em apenas duas semanas se constrói um engenho.
Do engenho moem-se a cana, para surgir daí o açúcar, a rapadura, o melado, e principalmente a pinga. As canas mais antigas, usadas para essas fabricações, denominavam-se: Cana-roxa, a Cana-caiana, cana-cuba, e a cana-ferro, todas já extintas. A cana-ferro era usada para fazer ração para os bois. Os engenhos podem ser puxados por ate 8 bois, depende do tamanho do engenho. Existem 3 classificações de engenho:o engenho de grande porte puxado por 8 bois,o engenho de porte médio precisa-se de 6 bois e o de pequeno porte apenas 2 bois.
Segundo informação do Sr. Aécio Chaves, agricultor, pecuarista, profundo conhecedor da técnica de fabricação e funcionamento dos engenhos antigos, as peças do engenho eram constituídas pelas Moendas, uma engrenagem que movimenta outras duas moendas laterais, o Tronco, onde se prende as moendas, Manjarra, uma corda artesanal usada para amarrar os bois no engenho, a Ponte, onde desce a garapa da cana moída, e a Bica, responsável para levar a garapa ao cocho, além do chumaço, a cunha e outros.
No engenho existem duas espécies de cobertura, uma em forma de telhado que parece a cobertura de uma casa, e a outra cobertura feita de capim caninha, (assemelhado a palha de arroz), cuja armação é feita de cipó, por ser um tipo de madeira flexível e que não quebra facilmente. O tempo passa mais a história nunca se apaga, jamais perderá a sua significação na lembrança dos antigos, daí, sua importância no curso do progresso. Perguntei ao Senhor Aécio o que significava o engenho na sua vida, ele me respondeu com toda clareza e orgulho: ”A minha vida é o engenho, eu sempre sonhei em viver a 50 anos atrás, uma fazenda sem engenho e sem bois não é fazenda.” (Por: Maria Elkaiane,colaborador: Aécio Chaves.)

sábado, 6 de março de 2010

CASARÕES E MONUMENTOS DE LUZIÂNIA



(Casarão 492 da rua do Rosário. Foto: José Álfio 2005)

ERA UMA VEZ, UM CASARÃO BRANCO DE PORTAS VERMELHAS, NA RUA DO ROSÁRIO...

CASARÕES E MONUMENTOS DE LUZIÂNIA



(Esteios e Tapumes: Foto: José Álfio 2010)

OS TAPUMES COBRINDO PARTE DOS ESTEIOS QUE AINDA INDICAM OS RESTOS DA ESTRUTURA DO CASARÃO Nº 492, DA RUA DO ROSÁRIO, NA CIDADE DE LUZIÂNIA GO. SÃO SINAIS DE QUE NA MODERNIZAÇÃO OS VESTIGIOS DA CIVILIZAÇÃO VÃO PERDEMDO SUA PRESENÇA E SUA VOZ NOS PROCESSOS DA NOVA URBANIZAÇÃO, ONDE A HISTÓRIA VIRA ENTULHO.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

FOTOS HISTÓRICAS


BANDA DE MÚSICA


FOTO: Acervo casa da cultura. Luziãnia Go. TIRADA EM 1908, NA RUA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO, EM FRENTE A CASA DO SR. BENEDITO DE ARAÚJO MELO.
EM PÉ, DA ESQUERDA PARA A DIREITA: ALBERTO PAIVA, BENVINDO MACHADO DE ARAÚJO, ANTÔNIO MARÇO DE ARAÚJO (SEU VÔ), DUDU, ANTENOR MACHADO DE ARAÚJO (BERTO), JOÃO AUGUSTO RORIZ (JOÃO DE SABIÁ), BENEDITO DA COSTA MEIRELES (BENEDITO CORUMBISTA).
SENTADOS, DA ESQUERDA PARA A DIREITA: GUMERCINDO DE ABRIL RORIZ, ANTÔNIO DE ARAÚJO RORIZ (SEU TONHO), BELARMINO RIBEIRO, MANOEL DE ARAÚJO RORIZ, (MANECO), ALFREDO MACHADO DE ARAÚJO, JOAQUIM PIO RAMOS, BENEDITO RORIZ DE ARAÚJO (MULEQUE), DELFINO DE ARAÚJO RORIZ (BRECHA).

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010