
Situada a poucos metros do entroncamento entre a Rua dos Mineiros e a antiga Rua do Anhanguera, hoje Avenida Central, extensão da rua Cel. Antônio Carneiro, centro de Luziânia. A fonte continua jorrando água pura e cristalina, bem no meio de uma mata, onde vicejam o verde da samambaia e as folhas da bananeira. O local é de dificil acesso, pois foi tomado por erosão e densa mata, entretanto, permanece no local, uma trilha tortuosa e escorregadia em direção a biquinha (nome dado pelos antigos moradores do lugar a pequena fonte). Um artigo assinado pelo historiador Gelmires Reis, descreve a Rua dos Mineiros e faz referência a fonte Olhos d’Agua, nos informando que: “Na praça esburcada pelo feitio de adobes, abaixo do rego que vem dos “Olhos d’Agua”, existia uma casa térrea, que pertenceu a Francisco Lopes Zedes. Foi demolida. Agostinho Cabrito construiu, no local, casa de telhas, terreo, de esteios roliços, em 18 de fevereiro de 1949.” Afonte foi um dos principais espaços de lazer e visitação pública, pois cumpria a função natural de fornecer aos moradores de Luziânia, concorrida sombra e água frêsca. O historiador Antônio João dos Reis (na foto), membro da Academia de Letras e Artes do Planalto, filho do saudoso historiador anteriormente citado, esteve na fonte e nos conta que foi uma experiência comovedora e ao mesmo tempo lamentável, pois, ali reviveu as doces lembranças de outrora “ Quando criança tomava banho naquele local”, e acrecenta que “as tubulações de águas pluviais não prosseguem” no que podem jorrar por sobre a fonte toda a sujeira, lixo e entulhos, advindos do esgoto pluvial construído recentemente no local, comprometendo a pureza e função natural da fonte na paisagem. Como nos mostra a foto, os serviços de aterramento e colocação de grossas manilhas a poucos metros acima da biquinha, resolveu o problema da erosão que ali se encontrava, porém, comprometeu o santuário ecológico da biquinha. Fazendo côro as considerações de nosso historiador, é preciso revitalizar a paisagem, através de um projeto de paisagismo sério, que recupere o lugar, transformando-o num polo de visitação, com iluminação pública, criação de passarelas, bancos, playgroud, trazendo de volta as pessoas ao espaço da biquinha, possibilitando o contato com a beleza de nossas paisagem. A cidade carece de arborização, a maioria dos espaços são transformados em estacionamentos e padecemos com o calor escaldante dos dias atuais, além da falta de lugares para o descanço, lazer e repouso. Autoridades municipais salvem a nossa biquinha, preservem a fonte Olhos d’Agua patrimônio naturtal de Santa Luzia, hoje grande Luziânia. (por: José Álfio)